Subscribe Twitter Facebook

segunda-feira, 19 de abril de 2010

setlists!

Galera, obrigado a todos que foram na mixtape. Não foi a festa mais cheia, mas os que estavam lá curtiram bastante. Mais uma noite inesquecível. Lulina mandou muito bem com o seu set repleto de coisas boas. Logo mais colocaremos as fotos. Aqui estão os três setlists:

set Ciro

The Faint - Casual Sex
Animal Collective - My Girls (El Remolon Remix)
Animal Collective - My Girls
Battles - Atlas
Pullovers - Tudo Que Eu Sempre Sonhei
Astromato - Através da Chuva
João Brasil - A Outra do México (De Leve/Los Hermanos)
Grizzly Bear - Knife (Girl Talk Remix)
Lil Wayne - Lollipop
jj - Ecstasy
Bat for Lashes - Daniel (Abstrakt Audio Remix)
The Knife - Heartbeats
CSS - Move
Matt & Kim - Daylight (Yukon Ho Remix)
Animal Collective - Brother Sport
Yeah Yeah Yeahs - Heads Will Roll
Beck - Sexx Laws
The Rapture - House of Jealous Lovers
Passion Pit - Little Secrets
Jackson 5 - I Want you Back
Phoenix - Lisztomania
Weezer - Beverly Hills
Claudinho & Buchecha - Quero Te Encontrar
Rocky Martin - Livin Na Na Loca (Kaiser Chiefs vs. Ricky Martin)
DJ Cremoso - Don´t Look Back in Anger (Oasis)
Rodney Di - O Emo Corre
MC Dinho da VP - É o Peixe É o Peixe (Funk do Santos 2010 - Robinho e Neymar)
Pixies - Debaser
The Strokes - Last Night
João Brasil - Último Romance das Sinistras (De Leve/Los Hermanos)
Pullovers - O Amor Verdadeiro Não Tem Vista Para o Mar

set Lulina

The Violent Femmes - Blister in the Sun
Of Montreal - Wraith Pinned to the Mist and Other Games
Broadcast - Corporeal
Beat Happening - Foggy Eyes
Deerhunter - Famous Last Words
Di Melo - Kiláriô
Yo La Tengo - You Can Have It All
Atlas Sound - Logos
Sonic Youth - What a Waste
Beat Happening - Revolution Come and Gone
Kings of Convenience - I´d Rather Dance With You
Lali Puna - B-Movie
Hot Chip - And I Was a Boy From School
Flaming Lips - Turn It On
Danger Mouse and Sparklehorse - Little Girl
Devendra Banhart - 16th & Valencia, Roxy Music
Solex - Randy Constanza
Edy Star - Claustrofobia
Erasmo Carlos - Baby
Tom Zé - Dor e Dor
Super Furry Animals - Inaugual Trams



set Rafael

Jet - She´s a Genius
The Hives - Tick Tick Boom
The Kooks - See the World
These New Puritans - Elvis
The Hellacopters - Toys and Flavors
Les Savy Fav - Yawn, Yawn, Yawn
Billy Idol - Rebel Yell
De Leve - O Que Que Nego Quer
Gabriel o Pensador - 2345meia78
The Strokes - Reptilia
Menudo - Não se Reprima
Lady Gaga - Telephone (feat. Beyonce)
Britney Spears - 3
Jay-Z - Empire State of Mind (feat. Alicia Keys)
The Sounds - My Lover
Julian Casablancas - 11th Dimension
The Drums - Let´s Go Surfing
Hot Hot Heat - Haircut Economics
The Lonely Island - I´m On a Boat
Dirty Projectors - Stillness Is The Move
The Strokes - Someday

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Entrevista: Lulina

Uma das maiores revelações da música brasileira, a cantora pernambucana Lulina, será a princial atração da festa mixtape de abril, em Santos. Lulina vem à cidade pela primeira vez, logo após uma bem sucedida turnê pelos Estados Unidos. No entanto, ela não estará acompanhada de sua tradicional banda. Lulina vem para discotecar junto com os DJs residentes, Ciro Hamen e Rafael Campos. A festa será no Espaço Studio G, à rua Carvalho de Mendonça, nº 80 – altos, e está marcada para começar às 23 horas. Os ingressos custam R$ 10,00 para quem enviar o nome para a lista do evento, festamixtape@gmail.com, e R$ 15,00, na hora.

Lulina, pseudônimo de Luciana Lins, lançou no ano passado o seu primeiro disco de estúdio, Cristalina (pela YB), que traz dezoito canções dos seus primeiros anos dedicados à música. Autora de dez discos caseiros de nomes curiosos, como Cochilândia e Bolhas na Pleura, a pernambucana já foi chamada para participar em trilhas de filmes (A Mulher Invisível), seriados (Alice – HBO), coletâneas internacionais (Satanic Samba, coletânea lançada na Bélgica e Holanda), matérias de destaque no Brasil (capa da Ilustrada, capa do Guia da Folha), e em revistas e sites internacionais (Plan B na Inglaterra, Bodyspace.net em Portugal), além de shows em festivais como o Resfest Brasil e o Coquetel Molotov.

Confira a entrevista com ela:

mixtape: Você acabou de voltar de uma turnê nos EUA. Como foram os shows? A recepção foi boa?

A recepção foi maravilhosa. Esperava encontrar algum problema por causa da diferença da lingua (músicas cantadas em português), mas, para minha surpresa, isso foi mais um atrativo, pois os gringos elogiavam muito a sonoridade do português. Teve até uma menininha de 9 anos que não só foi em dois shows nossos seguidos, como apareceu depois com um dicionário ilustrado inglês-português, interessada em entender as letras. Fiquei muito feliz com tudo isso. Ouvimos elogios até do Calvin Johnson, que é um dos meus ídolos.

mixtape: Qual é a principal diferença entre fazer um show com a sua banda e discotecar?

Com a minha banda, mostro músicas minhas. Na discotecagem, mostro músicas dos outros. É basicamente essa a diferença. Eu me divirto igual nos dois.


mixtape: O que faz de um DJ um bom DJ? O que ele precisa mostrar de diferente?

Eu discoteco há um bom tempo e nunca me considerei uma boa DJ, confesso. DJ esperto consegue botar o povo para dançar, tocando canções que todo mundo conhece mas que não são manjadas, acho que essa é a tática. Justamente por isso não me considero boa, raramente toco os hits de pista e não me preocupo com isso. Ainda tem o agravante de gostar de tocar coisas que pelo jeito só eu considero dançantes. É tudo muito pessoal e eu prefiro levar o que eu gosto para as pessoas conhecerem, do que levar o que todo mundo conhece e já está acostumado a dançar. Se eu fosse DJ de verdade, me preocuparia mais em agradar, mas isso para mim é só diversão . Numa das minhas últimas discotecagens, que era só de música brasileira, consegui fazer o povo dançar até quase 5 da manhã, em plena quinta-feira. Foi uma noite especial, mas isso raramente acontece.


mixtape: Você é pernambucana, mas já mora em São Paulo há anos, portanto conhece bem a "Balada do Paulista". Como você imagina a "Balada do Santista"?

Imagino que seja uma mistura da balada do paulista com a balada do olindense, pela proximidade com o mar. Uma vibe meio encher a cara e curar a ressaca com água de côco.

mixtape: Pode revelar algumas coisas que vai tocar ou prefere guardar segredo?

Não sei ainda o que vou tocar. Mas acho que uns Of Montreal, Broadcast, Atlas Sound, Duke Ellington, Edy Star, Tom Zé e sabe-se lá o que mais.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Listamania: Lulina

A atração da mixtape deste sábado será a cantora Lulina, discotecando para a gente. E como não poderia deixar de ser, a Listamania desta semana será especial com a participação dela. Pedimos para ela eleger as cinco melhores baladas do paulista, inspirados na sua canção de mesmo nome. Mesmo um pouco afastada das "baladas", Lulina fez a sua lista de cinco rolês light. Confira:

1. Hamburguer do Sujinho

Delicioso. Até eu que não sou tão fã de hamburguer adoro.

2. Chi fu

Comida chinesa maravilhosa e alucinógena. Comece pelo lombo agridoce.

3. Kebabel

Ótimo lugar para degustar diferentes cervejas importadas e nacionais, apreciando a vista da caótica Augusta.

4. Sorveteria Stuzzi

Fica na Vila Madalena e é perfeita para aquelas tardes ensolaradas de sábado. Ajuda muito a digerir a feijoada e cerveja do almoço.

5. Neu

Para não dizer que não falei de nenhuma balada propriamente dita, deixo aqui a dica da Neu, onde sempre que vou encontro grandes amigos em um clima de “fique à vontade na minha casa”.

domingo, 11 de abril de 2010

Dicas do bon vivant: Cuide da barriga e do bolso para ser feliz

Sejam bem vindos a mais uma coluna do bon vivant. Apesar do título, não vamos recomendar abdominais ou uma costureira para os prezados internautas. Desta vez, este espaço tratará do mundo gastronômico e do mercado financeiro, dois dos mais importantes pilares da vida de um apreciador da arte nobre de viver bem. Somente com a barriga e os bolsos razoavelmente cheios e bem tratados é possível estampar um sorriso sincero no rosto e levar adiante o orgulho de ser um bon vivant.

Vamos falar das opções gastronômicas de Santos, onde a Lulina desembarca no próximo sábado (17) para colocar a galera para dançar na querida festa Mixtape. Embora seja uma cidade sem grande variedade de lazer para os jovens (só o mesmo tipo de balada repleta de música sem qualidade e frequentada por cidadãos de raciocínio pouco privilegiado), Santos se notabiliza por ter um roteiro gastronômico invejável, raramente encontrado fora das grandes metrópoles. Há locais de qualidade até mesmo nas praças de alimentação dos shoppings, que geralmente só reúnem porcarias calóricas como McDonald’s e Burger King.

No Praiamar Shopping, é imprescindível se deliciar com a comida japonesa do Max Sushi. É uma das únicas três unidades em território nacional – as outras são em Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO) -, bem distantes, portanto. Uma boa e bem preparada variedade de sushis é vendida por quilo. O preço é bastante alto, porém sai mais em conta do que pedir um combo de sushi nos restaurantes japoneses de Santos. Como comparação, é possível pegar quatro niguiris, quatro uramakis e quatro hossomakis por cerca de R$ 15 reais, enquanto um combo desses nos tradicionais estabelecimentos raramente está disponível por menos de R$ 20. O niguiri de salmão e os hossomakis recheados com atum ou morango do Max Sushi são imperdíveis. No entanto, faça uma avaliação criteriosa do custo-benefício se a intenção for pedir sashimi ou temakis, que são preparados na hora e têm preço a la carte.

Meu lanchinho oriental. Diversidade de opções com cream cheese e fartura de wasabi (aquela massa verde ao fundo) para dar aquele equilíbrio à refeição.

Para acompanhar o sushi (ou qualquer outro pedido), é só dar uma chegada no box ao lado, do mexicano Sofitacos, e pedir uma coparra de meio litro do chopp da Heineken. A bebida mistura o sabor marcante da cerveja com a leveza do chopp. É uma opção dificilmente encontrada na baixada Santista e deve ser repetidamente apreciada. O melhor dentre os chopps mais populares e acessíveis.

Para quem gosta de um ambiente despretensioso e agradável para passar bons momentos conversando, Santos oferece o buffet livre da Confraria dos Pães. Embora esteja longe de ser o melhor da Cidade – o do Empório Villa Borghese é uma tentação para sair de barriga estufada -, há algumas pedidas sensacionais no cardápio do local. O creme de queijo é um dos melhores que já experimentei, feito na medida certa. O ideal é aproveitar o buffet na parte da tarde, quando os salgados estão frescos e recém-saídos do forno. Há sucos disponíveis no buffet, mas um bom vivant deve pedir uma caipirinha para acompanhar. Ela vem bem forte e deixa o ambiente mais alegre.

Os organizadores da Mixtape exigem que eu sempre encaixe fotos de uma gostosa na coluna. Ia falar sobre o oceano de Santos como desculpa esfarrapada para inserir essa, mas não to com muito saco. Apreciem a foto e não encham o saco.

Festival

Há muitos outros bons lugares em Santos. Alguns dos principais restaurantes da Cidade podem ser visitados durante o Santos Food Festival. O evento gastronômico, que vai até 30 de abril, oferece cozinhas variadas e de grande qualidade, como o argentino Parilla San Pablo e o libanês Al Kabir. Pelo preço de R$ 25 no almoço e R$ 29 do jantar são oferecidos cardápios fechados, com entrada, prato principal e sobremesa. Antes do fim do festival, esta coluna irá visitar alguns dos estabelecimentos participantes e comentará nesta nobre espaço mixtapeano.

Finanças

Com a inflação em baixa, as principais aplicações financeiras de renda fixa estão rendendo míseras taxas mensais para os cidadãos brasileiros. A principal alternativa são as ações da bolsa de valores. Não é preciso, como é o pensamento comum, vasto conhecimento do mercado financeiro para investir. A coluna do bon vivant recomenda uma consulta ao seu banco para avaliar a possibilidade de aplicar em pacotes fechados de ações. O Banco do Brasil, por exemplo, oferece pacotes por categoria. Nos últimos dias, as ações de Siderurgia têm rendido muito bem, muito acima da média dos índices anuais de renda fixa. Empresas com a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estão em alta, mas é preciso equilíbrio nos investimentos e diversificar os alvos. Fica a dica de buscar mais informações e fazer aquele dinheiro que está parado render sem grandes riscos.

O bon vivant é Bruno Merlin, jornalista dos sites PortoGente e ÓMinhaSantos.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Coletânea: Lulina, Lulina

Lulina será a atração da próxima mixtape e como não poderia deixar de ser, dedico a Coletânea desta semana a ela. Lulina não vem com banda, vai apenas discotecar. E já adiantou que vai rolar coisas boas, tipo Of Montreal, Deerhunter, Broadcast e – quem sabe – o grande Edy Star! Bom gosto ela tem, então podem ficar tranqüilos. Para quem duvida, pode conferir alguns vídeos dela. Tem Lulina para todos os gostos: debaixo do edredom ou bebendo cerveja no bar no fantástico Música de Bolso, participando do programa Showlivre ou dando entrevista para o TramaVirtual. Tudo é muito bom. Eu garanto. Have fun:











Ciro Hamen é um dos organizadores e DJs da mixtape e editor do blog Acento Negativo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Qual banda/artista você quer ver nas próximas mixtapes?

Valendo duas camisetas, uma masculina e outra feminina, e uma calça, qual banda/artista você quer ver nas próximas mixtapes?!?

A festa mixtape sorteará os prêmios da loja ROCKSHOW entre os que derem uma twittada com a sua sugestão.

Não se esqueça de colocar o @festamixtape antes de postar. O sorteio será feito no dia da festa, entre aqueles que mandaram o nome para a lista pelo festamixtape@gmail.com, e você ficará sabendo se é o ganhador na porta do evento.

Você já pode dar uma espiada aqui em alguns dos modelos e estampas de camisetas:



A ROCKSHOW fica na R. Marcílio Dias, 40 - lj. 10. Ali, no Centro Rotativo de Vendas. Tem uma porção de coisas bacanas. Vale a visita!

domingo, 4 de abril de 2010

Flyer da mixtape com a Lulina!

E lançamos agora a arte da mixtape com a Lulina! Publique no seu blog, twitter, orkut, fotolog, facebook, onde você quiser. Nos ajude a divulgar essa festa! A partir de segunda-feira vocês já poderão encontrar o flyer nos melhores estabelecimentos de Santos, São Paulo, São Vicente e Praia Grande.

Lembrando que a mixtape acontece no dia 17 de abril, às 23 horas, no Studio G (Rua Carvalho de Mendonça, 80, Santos/SP). A entrada custa R$10,00 com nome na lista e R$15,00 na porta. Vocês já podem mandar o nome pra lista pelo e-mail: festamixtape@gmail.com Entendido?

Então nos vemos lá!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dicas do bon vivant: Uma caldeirada insuperável para a sexta-feira santa

Como essa semana tem o feriado de páscoa, a coluna Coletânea, do Ciro, vai tirar uma folga pois a do Bon Vivant chega mais cedo para o leitores já se prepararem para a sexta-feira santa. Confiram:

A coluna do bon vivant chega mais cedo nesta semana. Um agradável feriado se aproxima e a ordem é produzir o mínimo possível para se esbaldar nas maravilhas de uma vida tomada pelo ócio. Como não poderia deixar de ser, o tema central desse texto é um almoço insuperável para a sexta-feira santa. Apesar de ser um fanático por pratos protagonizados pelo bacalhau, nada pode ser melhor para reunir a família e os amigos do que uma boa caldeirada de frutos do mar. No entanto, para o almoço ser o must, são necessários muitos cuidados.

A regra principal para obter êxito na produção de uma caldeirada é não economizar nos ingredientes. Nenhum bon vivant vai ficar contente caçando camarões menores do que amendoins em seu prato. É imprescindível utilizar camarões de boa qualidade e, ao menos, de tamanho médio. Na escolha do peixe também não deve ter lugar para mesquinharia. Se for para colocar filé de pescada ou coisa parecida é melhor ir almoçar um executivo na padoca mais próxima. Que horror! O peixe ideal para uma caldeirada é o cação, cujo sabor é sensacional. A carne desse peixe é macia e derrete na boca, proporcionando uma experiência “paladarística” sem precedentes.

A escolha dos ingredientes mais adequados e suculentos é fundamental para se dar bem na cozinha

Também não podem ficar de fora de uma caldeirada campeã uma boa porção de lula cortada em anéis e uma porção de polvo fatiado. Embora pareça desnecessário, é essencial lembrar que eles precisam ser comprados às vésperas do almoço, para estarem fresquinhos e agradar aos convidados. A mesma regra vale para o marisco, afinal o bon vivant não quer passar o fim de semana sentado numa privada. Para os mais abonados, a adição de lagostins deixará o sorriso de todos mais extenso durante a refeição.

Outros ingredientes são fundamentais numa caldeirada. Mas tenha cuidado: não vá utilizar mais batata do que frutos do mar. Se tem uma coisa que bon vivant não tolera é ser enganado descaradamente. Um mar de batatas tomando lugar dos frutos do mar transcende os limites da sacanagem. Clique aqui para acompanhar o procedimento completo para a elaboração de uma tradicional caldeirada. A receita é infalível.

Nelson Piquet foi tricampeão mundial de Formula 1 e levou mulheres lindas para a cama, mas no começo da carreira comeu o pão que o diabo amassou e habitualmente era visto em cenas de grandes deselegância. Não passe a sexta-feira santa se alimentando como esse cidadão.

E para o deleite dos convidados, é recomendável utilizar guardanapos de pano. Não há nada mais deselegante do que ficar esfregando a boca num guardanapo de papel vagabundo, que vai ficando todo vermelho com o passar da refeição, numa cena desagradável e antihigiênica para os bons vivants. Sobre os talheres nem é preciso comentar, certo? Se a qualidade não for de Tramontina pra cima é melhor fazer conchinhas com a mão e comer como um ser primitivo...

O bon vivant é Bruno Merlin, jornalista dos sites PortoGente e ÓMinhaSantos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Listamania: Klaus Kohut

Pois é. Parece que foi ontem que estávamos na mixtape celebrando o final da década de 2000. Porém, já se passaram três meses de 2010 e muita coisa boa que será tocada na festa da próxima década já foi lançada. Para falar um pouco sobre esses belos discos que este ano já proporcionou na Listamania desta semana, chamamos o especialista Klaus Kohut, ex-colaborador do site Indierock Online e agora editor do blog Diverge. Klaus também é DJ, eventualmente. Confira as suas dicas:

1. MGMT - Congratulations
Acho que pouca gente vai curtir o que o MGMT fez nesse disco, e agradeço por ser um deles. Tem muita influência de coisa boa aí, de Of Montreal a Carpenters, passando por Jorge Ben e Flaming Lips. Um discaço.

2. Hot Chip - One Life Stand
Parece que os caras do Hot Chip quiseram falar pro pessoal, ao lançar esse disco, algo do tipo: "Quer um disco de música eletrônica? Olha só o que a gente sabe fazer...". O álbum passa por diversos estilos do gênero - e não só - e mesmo assim se mantém único.

3. Joanna Newsom - Have One On Me
A Joanna Newsom é aqueles casos em que as pessoas amam ou odeiam, não tem meio termo. A voz da moça tá mais suave do que nunca, e suas letras continuam sublimes. Esse é o melhor disco da sua carreira até agora, beirando à perfeição.

4. Titus Andronicus - The Monitor
Depois de fazer, na minha humilde opinião, o melhor álbum do ano de 2008 com "The Airing of Grievances", os caras do Titus Andronicus retornam com 10 faixas com base na guerra civil dos Estados Unidos. Pense em Bright Eyes + Clash + Modern Lovers e uma pitada de Bruce Springsteen, foda demais.

5. Bonnie 'Prince' Billy & The Cairo Gang - The Wonder Show Of The World
Não consigo ver mancadas na carreira do prolífico Will Oldham, mais um ano chega, e outro disco que vai estar na minha lista de melhores do ano.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dicas do bon vivant: Bon vivant exige bom atendimento

Vivemos em uma sociedade repleta de oportunidades e escolher A, B ou C é uma tarefa pra lá de complicada. Em qual restaurante jantar? Qual o médico ideal para fazer uma inevitável cirurgia? Que concessionária te dará menos dor de cabeça na hora de comprar seu veículo? Como não moramos na antiga União Soviética e por isso encontramos mais do que uma marca de molho de tomate disponível nos supermercados, todas essas questões são cruciais no dia-a-dia. E não se trata de uma frivolidade a la Narcisa Tamborindeguy, um bon vivant precisa acertar as suas escolhas para ser feliz.

Por se tratar de um cidadão exigente e que procura viver de modo diferenciado, o bon vivant necessita ser tratado de forma diferenciada. Sendo assim, o padrão de atendimento deve ser o item número 1 na hora de escolher o hotel, o hospital ou o bistrô que irá frequentar. E como já disse a socialite Tamborindeguy, “a vida, mesmo louca e absurda, é um eterno aprendizado”.

Independente da qualidade do produto oferecido, há lugares que costumam tratar o cliente de forma tão sacana que não merecem sobreviver em meio à exigente sociedade atual. Passei por uma experiência recente no famoso pub O’Malley’s, de São Paulo, que me fez decidir jamais voltar àquele estabelecimento de funcionários pessimamente preparados. Motel que não mantém a discrição e oferece champagne “semi-quente” também merece ser excluído da vida de um bon vivant.

Recomendado

Um local que merece elogios pelo padrão de excelência no atendimento é o simpático e versátil (é ótimo empregar adjetivos geralmente usados para pessoas em lugares) Summac, restaurante árabe na capital paulista. O cardápio do local oferece excelentes opções, como o quibe assado de peixe e a porção de lingüiça síria – ambos fora de série. Os atendentes se esforçam para explicar do que e como são preparados cada lanche/prato sempre que questionados.

A casa oferece inúmeros itens para consumo em casa. As pastas, como babaganuche, caem bem para recepcionar amigos numa noite de bon vivantismo. O ponto negativo fica para as geladeiras do local, que não estão refrigerando as bebidas adequadamente, mas mesmo assim o fato foi sinceramente informado pelos funcionários, diminuindo o constrangimento. Fora de série. Um cantinho árabe de grande qualidade e conforto na diversidade paulistana.

O bon vivant é Bruno Merlin, jornalista dos sites PortoGente e ÓMinhaSantos.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Coletânea: Alex Chilton, sentimos a sua falta

Morreu na quarta-feira passada, de uma parada cardio respiratória, o compositor e produtor Alex Chilton. Um dos maiores nomes da música, Chilton cortava a grama de sua casa quando começou a passar mal. Chilton tinha 59 anos e ainda estava na ativa. Sua banda, Big Star, estava programada para tocar no festival South by Southwest, em Austin, Texas, no fim-de-semana de sua morte. A notícia de seu falecimento provavelmente provocou grande comoção entre os presentes no festival, afinal Chilton e o seu Big Star devem ter influenciado 90% das bandas que estavam ali e 90% das bandas que você deve escutar. Artistas tão diversos, como Bobby Gillespie, do Primal Scream, Mike Mills, do R.E.M, Alexis Taylor, do Hot Chip e Carrie Brownstein, do Sleater-Kinney, expressaram o quanto são gratos pela música de Alex Chilton. Carrie Brownstein, em um belo texto no seu blog, falou sobre como era bom mostrar essas canções para alguém que ainda não conhecia o #1 Record ou o Radio City e como a sua música foi capaz de mudar vidas.

No último fim-de-semana, indo para São Paulo para confraternizar e causar com alguns amigos, resolvi fazer uma experiência. Sozinho, no ônibus, coloquei o #1 Record no mp3 e fui transportado para outro planeta. Estava nas canções sobre amores perdidos e encontrados de Chilton, nas estradas americanas - afinal, as estradas de noite são todas iguais (ou quase) -, na juventude que desde o início dos anos 70 - época do lançamento dos primeiros discos do Big Star – não mudou muito e só precisa de um baseado para acabar com a monotonia, como ele diz na música “In The Street”, que a maioria deve conhecer por ser a abertura do That 70´s Show (na versão do Cheap Trick).

A inocência da juventude da maneira que só Chilton conseguia colocar em música fica explícita em canções como “Thirteen”, na qual ele diz para a garota que talvez na sexta-feira consiga os ingressos para o baile. Ele entendeu os garotos desajustados e os tímidos, para quem dançar com a amada era mais importante do que qualquer outra coisa. Chilton era um gênio e tentava ficar longe dos holofotes nos últimos anos (tanto que segundo a sua viúva, ele morreu enquanto cortava a grama). Na canção “Alex Chilton”, do Replacements, Paul Westerberg dizia “Children by the millions/Scream for Alex Chilton”, verso que fica como uma espécie de prova da importância do cantor na vida de milhares de pessoas no mundo. O que seria de artistas como Wilco, Elliott Smith e Bright Eyes sem Alex Chilton? Não sei, mas ainda bem que ele existiu.

Ciro Hamen é um dos organizadores e DJs da mixtape e editor do blog Acento Negativo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Listamania: Raphael Morone (Coletivo Action)

Aproveitando a volta do site do Coletivo Action ao ar - com o qual o organizador da mixtape Ciro colabora escrevendo crônicas semanalmente -, chamamos o Raphael Morone, um dos idealizadores do projeto, famoso por colocar em pauta design e música negra, para participar da Listamania desta semana. Cartazista de mão cheia, Morone compartilha conosco os seus cinco artistas gráficos favoritos. E fiquem ligados que a Action volta ao ar no dia 29 de março!

1. Peter Saville - O Mancuniano Peter Saville possui uma história foda. Foi um dos sócios fundadores da lendária Factory Records, label responsável por lançar bandas como Happy Mondays e New Order. Na época, invés de utilizar uma linguagem suja, em pleno no auge do Punk, optou pelas raízes minimalistas do construtivismo e criou uma identidade visual única para a gravadora e seus artistas. Tudo com a aura da industrial Manchester.

2. el Lissitzky - O soviético foi um dos caras mais multimídia que já existiu. Com raízes judaicas, começou ilustrando em peças de porcelana e logo em seguida migrou para livros infantis. Após a revolução bolchevique, conseguiu espaço entre o coletivo de artistas que trampavam para o partido e tornou-se um dos principais nomes do construtivismo russo. Continuou produzindo suas porcelanas e ilustrações, mas ainda teve tempo de criar pôsters e servir de decorador de exibições em sindicatos. Lissitsky era tão foda que criou um movimento-junto com seu mestre Malevich-, o Suprematismo, uma corruptela do construtivismo e que buscava formas geométricas puras. Com a morte de Lênin, o artista perdeu espaço para os pintores realistas, até morrer de tuberculose anos depois.

3. Antonio Reboiro - Reboiro fez parte da geração de ouro da arte cubana. Cartazista de mão cheia, foi responsável pela produção de centenas destes para filmes nacionais e internacionais. O cubano utilizava paletas de cores contrastantes em seus trabalhos, dando um ar atemporal na coisa toda. Com ilustrações ora mais geométricas, ora mais psicodélicas, o artista conseguia se destacar em meio a produção intensa e de qualidade dos anos 70 da ilha.

4. Reid Miles - O novaiorquino Reid Miles fez parte de uma das duplas mais entrosadas que se viu desde Pelé e Coutinho. Juntamente com o fotógrafo Francis Wolff, produziram por mais de onze anos as capas da grandississima label de jazz Blue Note. Classudas ao extremo, misturavam tipografia, foto e formas geométrica. A obra deles é tão atual, que nem parece que foram criadas há mais de 40 anos atrás. Miles, juntamente com seu eterno companheiro, estão na galeria de personagens mais importantes das artes gráficas do século XX.


5. Rogério Duarte - Outro multímidia da lista, e esse, para honrar o berço. O baiano Rogério Duarte foi parte fundamental do Tropicalismo e da formação do design brasileiro. Cartazista, cenógrafo, músico, escritor, o cara era daqueles que você fica puto pela quantidade de coisa boa que produzia. Entre os seus trampos mais icônicos, o cartaz do filme "Deus e o diabo na terra do sol" e as capas de discos dos músicos tropicalistas são os mais reverenciados. Faz parte daquela galeria de artistas eternos: suas peças nunca envelhecem e influenciam cada vez mais as pessoas. Rogério ainda foi um dos primeiros a ser preso e denunciar a tortura nos tempos de Ditadura.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dicas do bon vivant: Utensílio de casa para um bon vivant

Numa guerra, não adianta ter somente gana e talento para sair vencedor. É preciso estar equipado com armamento de primeira linha e saber utilizá-los da forma mais adequada. Traçando um paralelo meio absurdo, assim também é a vida de um bon vivant. Não é possível apreciar o bon vivantismo caseiro se não estiver equipado para isso. Assim, a coluna desta semana lista alguns utensílios indispensáveis para curtir a vida adoidado, afinal Ferris Bueller também sabia apreciar a vida!

Um bon vivant de marca maior não pode ficar sem uma coqueteleira para elaborar bons coquetéis. O ideal é que o equipamento seja de aço inox para não estragar sofisticados drinks e uma capacidade de ao menos 500ml para não ter que ficar repetindo a receita por dezenas de vezes. A coqueteleira é prática e eficiente na preparação de drinks e evita o uso de métodos alternativos e pouco higiênicos que podem tirar o sabor dos ingredientes utilizados.

Tá aí um bom drink para o bon vivant treinar seu talento frente a uma coqueteleira

Ainda na cozinha, uma tábua de vidro para queijos dá uma força danada naquelas noites frias que exigem um acompanhamento para um vinho de qualidade. Poucas combinações são tão deliciosas quanto a dupla queijo-vinho, mas para garantir o máximo prazer é preciso selecionar uma tábua de qualidade e adequada ao consumo do alimento, sem improvisação. Escolha uma que já venha com facas para o corte do queijo. Se for efetuar a compra, aproveite o embalo para adquirir um bom saca rolha e um conjunto de taças finas para bebidas.

Para desfrutar de tudo o que foi preparado na cozinha, é bom evitar a rigidez de mesas de jantar ou de poltronas. Por isso, é fundamental ter um tapete alcochoado para deitar e rolar durante a noitada. Nada como um lugar agradável e extenso para se sentar e curtir os bons sabores da vida.

Para terminar a noite, não dá pra dispensar uma cama king size com primorosos lençóis para dormir. Um bon vivant não pode acordar com dor nas costas sob risco de ter que ficar em filas de hospitais para ser atendido e perder seu precioso tempo para descobrir novas maravilhas proporcionadas pela sociedade moderna.

A escolha de um ambiente de qualidade para dormir é essencial para atrair uma femme fatale para suas garras

Todos os utensílios aqui mencionados não são frescura ou mero charlatonismo. Experimente a vida com eles e verá que, posteriormente, tornam-se tão indispensáveis quanto água e ar.

O bon vivant é Bruno Merlin, jornalista dos sites PortoGente e ÓMinhaSantos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Coletânea: As melhores músicas para ouvir correndo

Depois das piores músicas para ouvir correndo, compartilho com vocês as melhores.

Arctic Monkeys – Brianstorm – Essa é ideal para começar o treino. Vai te colocar no gás para as horas ou minutos de suadeira que você terá pela frente.

Blondie – Maria – A melhor música de todos os tempos para correr. Parece que o Blondie fez “Maria” especialmente para os atletas. A batida da música é exatamente a mesma do ritmo das pernas em ação. A impressão é a de que a canção foi composta com um sujeito correndo dentro do estúdio.

The Killers – When You Were Young – Boa para correr em ambientes urbanos, com carros e luzes ao redor. A guitarrinha que entra exatamente aos 02:19 é tão revigorante quanto um belo copo d´água depois de uns 50 minutos de treino.

Grizzly Bear – Two Weeks – Na verdade essa nem é tão boa para a corrida. Mas quando o seu corpo já estiver liberando dopamina e você der de cara com aquele pôr do sol, estar escutando essa música que contagia até crianças de quatro anos é uma das melhores sensações do mundo (já senti isso).

Bat for Lashes – Daniel – Aparentemente é uma música que não tem nada a ver com corrida, mas tem tudo a ver. Experimente ouvi-la correndo. Você vai sentir-se um grande vencedor na São Silvestre ou coisa parecida e ouvindo uma música bem mais descolada que a do Rocky ou “The Final Countdown” do Europe.

Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll – Sintetizadores, gritos, guitarras. Tudo perfeito para uma ótima corrida.

Enfim... São muitas as canções boas para corer. Mais algumas sugestões:

Spoon – Well Alright; Phoenix – Lisztomania; Nação Zumbi – Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada; Animal Collective – Brother Sport; Fang Island – Daisy

Ciro Hamen é um dos organizadores e DJs da mixtape e editor do blog Acento Negativo.